O futuro começa ontem

Em muitas situações gostaríamos de ter tido uma bola de cristal – poderíamos se preparar, tomar outras decisões, seguir outros rumos.. Evitar um fracasso, aliviar um trabalho, enfim: felicidade e moleza – o drive da inteligência!.

Hoje somos altamente dependentes da tecnologia (imagine, neste momento, você sem acesso à internet) portanto, hoje, antever o futuro é antes de qualquer coisa conseguir enxergar o futuro desta tecnologia.

Isto poderá mudar todo nosso modus operandi e portanto em nosso modus vivendi:

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Tempos e movimentos ao legendar ultrassom, eco e doppler

Considerando que para documentar um Ecocardiograma de adulto sejam necessárias 6 fotos e que em média sejam colocadas 5 legendas (uma indicando a janela/Corte e as outras indicando cada câmara, ou valva ou fluxo), teremos um percurso de 80cm por exame com 25 movimentos de repetição. Daí para se concluir que no final de um mês, alguém que faça 22 ecocardiogramas por dia, terá percorrido 370m, ou seja, o perímetro de um campo de futebol. Imagine a cada mês dar uma volta num campo de futebol, com as pontas dos dedos!

viaTempos e movimentos ao legendar ultrassom, eco e doppler.

Clínicas nascem por “geração espontânea”.

 

Consultórios, clínicas, hospitais, enfim:
Negócios criados por médicos, nascem por geração espontânea.

 

O jovem segue carreira em medicina sem pensar em custo x beneficio (até recentemente). Ao terminar a residência se depara com a “vontade” de criar um consultório. Onde? Onde o aluguel for barato e o local for conveniente (entre sua moradia e o trabalho). Pesquisa de mercado? Nada.

 

Depois de comprar os móveis e o telefone, percebe que precisará de uma secretária e, com isto, sente o peso no bolso e pensa nos convênios. Aí, escuta destes que, especialistas como ele, naquela região, estão às pencas e que o cadastramento está fechado. Desde sempre.

 

Ao mesmo tempo, o médico ouve dizer de um software que faz tudo, permite ter a foto do paciente em cores e que é facinho de usar. Faz uma avaliação? Não.
Compra o tal software, que além de facinho, não tem nenhuma regra de validação, permitindo que a data de nascimento seja futura e agendamento seja passado, que o preço seja digitado e a consulta a realizar seja uma necrópsia! Resultado? Uma sala de espera lotada de pacientes insatisfeitos.

 

Ouve dizer que não há ganho sem investimento! Como o “faturamento” anda baixo, “investe pesado” em equipamentos. Faz um estudo de viabilidade econômica? Não. Faz um estudo de workflow? De ergonomia? Não. O aparelho é colocado numa sala onde quando entra o paciente tem de sair o médico.

 

A situação fica preta. Com as contas a pagar aumentando, corre aos convênios e, desesperadamente, aceita valores aviltantes: “melhor pouco do que nada”, “o que importa é o movimento”. Adota uma agenda de 12hs diárias. Pau na máquina! E como uma bola de neve, vai se enrolando, aumentando custos operacionais e comprometendo a eficiência.

 

Com o aumento do movimento acentuam-se as glosas, uma barbárie somente aceita pelos médicos, onde o contratante (convênio) se nega a pagar um serviço já realizado.

 

A aplicação de conceitos básicos de planejamento, racionalização de processos e gerenciamento faz toda a diferença.

 

O Darwinismo se aplica!