Impressoras para imagens digitais, modalidade ultrassom

Ao indicar uma impressora devemos considerar: 

  • Investimento
  • Custo por impressão (sem amortização)
  • Qualidade aparente
  • Tempo de impressão
  • Durabilidade
  • Facilidade de obtenção de insumos (cera/tonner/cartuchos)
  • Facilidade de substituição (plano de contingência)

Conceitos importantes:

Este comparativo é para impressão a cores, de imagens digitais, modalidade ultrassom e não deve ser utilizado para modalidades visible-light (scopias)
Sulfite é material do papel comumente empregado em escritórios (A4 é um tamanho de papel).
Papel fotográfico para impressão a jato de tinta tem um tratamento próprio e não deve ser utilizado em impressoras a laser.
Impressoras a laser e a cera, utilizam calor para transferência e fixação da tinta no substrato. Papeis especiais com algodão apresentam a superfície mais lisa que o papel sulfite e portanto uma qualidade aparente melhor. Papel couché (brilhante) contém cera e impede a boa aderência do tonner em sua superfície.

Comparativo (subjetivo, baseado na opinião “média” dos colegas)

Impressoras US

CONCLUSÃO:

Ao adquirir uma impressora para um serviço de ultrassom, ecocardiografia e doppler, voce deve considerar vários fatores, todos eles se resumem em: qualidade x custos.

Qualidade:
O ser humano é visual! Falamos de qualidade aparente, que é a percepção subjetiva da composição de vários fatores como a resolução espacial, a resolução de cores e o acabamento.
O acabamento (lisura e brilho) são os fatores de mais significativos na qualidade aparente: impressos aparentam melhor “Qualidade” quando em papel liso e brilhante do que em papel fosco, corrugado (mantidas as mesmas resoluções espacial e de cores).

Embora o conteúdo de seu laudo seja o cerne de seu trabalho, as fotos são seu cartão de visitas!

Custos:
O conceito de custos envolve  logística e planos de contingência.
Considerar como custo a facilidade de obtenção de insumos (pode ser comprado de última hora, o frete é rápido e barato?). E se a impressora “pifar” e o Zezinho da esquina não conseguir consertar, quanto tempo fico sem impressora?

O maior custo é o intangível, o custo invisível da propaganda negativa. Um cliente satisfeito fala bem para um ou dois amigos. Um insatisfeito coloca a boca no trombone.
Um dia sem impressora custa o número de pacientes do dia vezes o tamanho do trombone de cada um.

Mau contato na captura

Falha na captura, como interferência (comprometendo a qualidade da imagem), congelamento do micro durante a captura, captura em branco e preto e, até mesmo, ausência de sinal.

°  Causas

Ocorrem muito freqüentemente por  mau contato do cabo da captura com a placa devido ao pluga-despluga rotineiro, quer seja no uso de notebooks quer seja em computadores, no momento da limpeza da sala (este último muito frequente na endoscopia).

°  Solução

O reparo do conector de vídeo tanto da placa de captura como do dispositivo USB de captura não é possível. Requer a aquisição de nova placa/dispositivo. A prevenção é fundamental:

  • Minimizar o pluga-despluga
  • Utilizar um balloon de sacrificio

 Imagem

Os  balloons são emendas. A idéia é deixar um cabinho conectado permanentemente à placa  e ‘amarrado’ ao PC, eliminando o risco de mau contato do cabinho com a placa.. Usar o baloon para conectar ao cabo s-video que está conectado e ‘amarrado’ao aparelho. Assim o balloon fica de sacrifício, isto é, o desgaste de conectar/desconectar ocorre no balloon e não na placa nem no aparelho.

 

A desvantagem de usar os balloon de sacrifício está na possibilidade de maior interferência, pelo maior número de contatos e maior comprimento do cabo. Pare evitar isto:

  • Usar sempre utilizar cabos de vídeo de boa qualidade, com blindagem coaxial e ponteiras banhadas a ouro.
  • Passar os cabos longe de fontes de campos eletromagnéticos (transformadores, estabilizadores, inclusive cabos de força).
  • Usar cabos mais curtos possíveis.

Documentação de exames de luz visível.

Documentação de exames de luz visível.

 Muitos colegas endoscopistas e otorrinos (laringoscopistas) têm solicitado esclarecimentos de como documentar seus exames e quais suas opções.

Luz Visível

Estes exames têm em comum o fato de serem exames de luz visível, isto é, em que observador olha diretamente a imagem através de um  conjunto ótico: Imagem

São exames de Luz Visível:

  • Microscopia
  • Laringoscopia
  • Endoscopia
  • Colposcopia
  • Dermatoscopia

 A aplicação de sistemas eletrônicos de captação de imagem (Vídeo Processadoras – VP) obscurece esta definição, porém o termo Luz Visível é utilizado para diferenciar de exames em que a imagem é gerada indiretamente como a  ultrassonografia, tomografia, ressonância , etc.

 A importância desta classificação está relacionada à questões como a resolução, como a gama de tonalidade de vermelhos da mucosa ou então a velocidade de quadros na análise da movimentação da cordas vocais (vide https://lbercht.wordpress.com/category/image-quality/visible-light/).

Documentação

A documentação pode ser por foto ou vídeo, e deve seguir anexada ao laudo. Para documentar a imagem pode-se acoplar uma câmara diretamente ao conjunto ótico.

Na década de 80 utilizavam câmaras  Polaroid,  hoje poderíamos acoplar uma câmara digital convencional e gravar a foto ou vídeo diretamente no cartão de memória da câmara. Este método  tem uma limitação: enquanto se documenta não vê em tempo real. A solução é usar um prisma (como muitos microscópios e colposcópios já têm) ou conectar a câmara num monitor… Um tanto complicado!

Sistemas mais modernos condensam o sistema ótico com o sistema de captação de imagens eletrônico, são as vídeo processadoras. As VPs têm saídas de sinal de vídeo para se  conectar a um monitor e outro dispositivo para documentação.Imagem

 Para quem tem um equipamento ótico de boa qualidade, uma alternativa  amplamente utilizada, de excelente relação custo/beneficio é acoplar uma micro-câmara, a qual tem uma saída de vídeo, como uma VP:

 Imagem

Considerando que se tenha a saída de vídeo (de uma micro-câmara ou de uma VP), conecta-se ao monitor que será utilizado para ver a imagem em tempo real ao fazer o exame. Bons monitores têm uma saída auxiliar em que pode ser conectado a um gravador. O gravador pode ser de vídeo (já obsoleto) ou de DVD.

O acoplador

Imagem

O acoplador (coupler) é um dispositivo mecânico, como um cano em que, numa extremidade se encaixa ótica e noutra a micro-Câmara. É de suma importância que o acoplador:

  • Mantenha o feixe de luz absolutamente alinhado e centrado entre a ótica e a micro-câmara.
  • Permita a regulagem da distância entre a ótica e a micro-câmara.
  • Não permita entrada de luz e não cause reflexos.
  • Não cause dano físico nos demais componentes do conjunto.

 Onde entra a captura?

Para utilizar o sinal de vídeo num programa de computador (como o Scriba, da Probyte) é necessário um dispositivo (uma placa) de captura. Esta placa faz a conversão do sinal de vídeo em alguma coisa que um programa de computador entenda e possa converter em arquivos de fotos  ou vídeos digitais.

No Scriba a captura das imagens é vinculada ao exame (processo linear, objetivo e racional), não requerendo que o médico faça a revisão dos exames para selecionar as fotos.

Para quê o monitor?

Uma vez que a placa de captura permite apresentar a imagem no monitor do computador, qual o motivo de se ter um monitor dedicado?

  • Qualidade da imagem: A conversão (mesmo pela melhores placas) deteriora a imagem, fazendo com que a imagem apresentada pelo computador  não deva ser usada para o exame em tempo real (vide: https://lbercht.wordpress.com/category/image-quality/visible-light).
  • Segurança: perder a imagem durante um procedimento semi-invasivo ou não “repetitivel “ (como uma biópsia) é uma possibilidade que devemos eliminar.  Um monitor tem menor probabilidade de pifar que o conjunto “placa + micro + sistema operacional + programa”.

Para quê o gravador de DVD?

Uma vez que o programa pode gravar o vídeo, não poderíamos eliminar o gravador de DVD?

  • Segurança 1: perder a imagem durante um procedimento semi-invasivo ou não “repetitivel “ (como uma biópsia) é uma possibilidade que devemos eliminar.  Um gravador de DVD tem menor probabilidade de pifar que o conjunto “placa + micro + sistema operacional + programa”.
  • Segurança 2:  o DVD trabalha paralelamente ao micro, dobrando a segurança: se o DVD pifar, ainda podemos capturar as fotos; Se o micro pifar poderemos usar o DVD.
  • Tempo: Mesmo os programas dedicados para a produção de vídeo, como o Corel Vídeo Studio ou Sony Movie Studio demoram um bom tempo para “renderizar” o vídeo antes de gravar (queimar) o DVD e requerem várias intervenções do usuário para gravar o vídeo. Um gravador de DVD é muito mais fácil de ser usado: só tem três botões: Play, Record e Eject!
  • Custo: A gravação de vídeo em “tempo real” é um processo que demanda um computador robusto com memória e hard-disk de rápido acesso.
  • O vídeo gravado poderá ser impossível de abrir em um leitor de DVD convencional.

Qualidade, segurança e custo

Em termos de qualidade do exame (laudo, documentação) devemos procurar um ciclo de produção linear, objetivo e racional.

  • Linear para eliminar o retrabalho
  • Objetivo para eliminar erros decorrentes de distrações causadas pelas exceções.
  • Racional para aumentar a eficiência, no caso, melhor laudo com menor custo.

 Com o Scriba, o programa de laudos estruturados da Probyte, você consegue abranger todos estes aspectos. O Scriba é pratico, rápido e altamente personalizável.  

Com o Scriba pode-se imprimir o laudo, as fotos e documentos anexados, como o atestado médico, e a etiqueta do DVD. Tudo isto com apenas um clique, isto é, mais segurança e qualidade com um menor custo.

Gravação de video/DVD em endoscopia

Os exames endoscópicos (visible-light) são exames que requerem alta fidelidade de imagem e de coordenação estereoscópica; isto é, a avaliação diagnóstica detalhada deve ser feita “ao vivo”.

O médico pode avaliar uma lesão movimentando a câmara, com isto construindo uma noção espacial, que se perde na foto estática. Portanto,as imagens armazenadas e/ou impressas servem apenas de documentação e não devem ser usadas para diagnóstico.

A gravação de vídeo feita por computador, através de placas de captura, com conversão A/D não é recomendada para diagnóstico, pelos motivos:

°           Durante a conversão A/D há perda de sinal e possibilidade de interferências.

°           Relação custo x beneficio: um microcomputador para ser adequado à gravação de vídeo custa mais que um gravador de DVD.

°           Facilidade: o gravador tem um botão para gravar; no micro, o médico deve ter habilidade de informática para selecionar os segmentos e gravar o disco.

°           Segurança: mesmo microcomputadores apropriados para tal, com softwares dedicados podem travar a máquina, o que é irrecuperável se a gravação é ao vivo.

 

Em nossa experiência, a gravação do filme digital é mais fácil e segura quando feito em equipamento apropriado (vídeo câmara), em paralelo ao procedimento. A gravação via software, pode sofrer interrupção abrupta por limitação de memória e comprometer a documentação (fotos estáticas) no meio do procedimento que muitas vezes não poderá ser repetido.

O arquivo (filme) pode então ser gravado via computador num gravador de DVD ou ainda mais prático colocado num pen-drive.

 

O micro computador poderá ser colocado no mesmo trolley que o aparelho, se o monitor do conjunto suportar entrada VGA (do micro) e entrada RGB ou S-Video (da vídeo-processadora). Isto reduz a tralha na sala de exame, fazendo que o sistema esteja integrado e facilitando o deslocamento do conjunto. Além disto, elimina a necessidade de um monitor especifico para o microcomputador.

A câmara ou gravador de DVD/Blue Ray poderá ser conectado na saída de s-vídeo auxiliar do monitor ou da saída HDMI/DV da processadora, se disponível.

Cada caso é um caso…