Clínicas nascem por “geração espontânea”.

 

Consultórios, clínicas, hospitais, enfim:
Negócios criados por médicos, nascem por geração espontânea.

 

O jovem segue carreira em medicina sem pensar em custo x beneficio (até recentemente). Ao terminar a residência se depara com a “vontade” de criar um consultório. Onde? Onde o aluguel for barato e o local for conveniente (entre sua moradia e o trabalho). Pesquisa de mercado? Nada.

 

Depois de comprar os móveis e o telefone, percebe que precisará de uma secretária e, com isto, sente o peso no bolso e pensa nos convênios. Aí, escuta destes que, especialistas como ele, naquela região, estão às pencas e que o cadastramento está fechado. Desde sempre.

 

Ao mesmo tempo, o médico ouve dizer de um software que faz tudo, permite ter a foto do paciente em cores e que é facinho de usar. Faz uma avaliação? Não.
Compra o tal software, que além de facinho, não tem nenhuma regra de validação, permitindo que a data de nascimento seja futura e agendamento seja passado, que o preço seja digitado e a consulta a realizar seja uma necrópsia! Resultado? Uma sala de espera lotada de pacientes insatisfeitos.

 

Ouve dizer que não há ganho sem investimento! Como o “faturamento” anda baixo, “investe pesado” em equipamentos. Faz um estudo de viabilidade econômica? Não. Faz um estudo de workflow? De ergonomia? Não. O aparelho é colocado numa sala onde quando entra o paciente tem de sair o médico.

 

A situação fica preta. Com as contas a pagar aumentando, corre aos convênios e, desesperadamente, aceita valores aviltantes: “melhor pouco do que nada”, “o que importa é o movimento”. Adota uma agenda de 12hs diárias. Pau na máquina! E como uma bola de neve, vai se enrolando, aumentando custos operacionais e comprometendo a eficiência.

 

Com o aumento do movimento acentuam-se as glosas, uma barbárie somente aceita pelos médicos, onde o contratante (convênio) se nega a pagar um serviço já realizado.

 

A aplicação de conceitos básicos de planejamento, racionalização de processos e gerenciamento faz toda a diferença.

 

O Darwinismo se aplica!

 

Gravação de video/DVD em endoscopia

Os exames endoscópicos (visible-light) são exames que requerem alta fidelidade de imagem e de coordenação estereoscópica; isto é, a avaliação diagnóstica detalhada deve ser feita “ao vivo”.

O médico pode avaliar uma lesão movimentando a câmara, com isto construindo uma noção espacial, que se perde na foto estática. Portanto,as imagens armazenadas e/ou impressas servem apenas de documentação e não devem ser usadas para diagnóstico.

A gravação de vídeo feita por computador, através de placas de captura, com conversão A/D não é recomendada para diagnóstico, pelos motivos:

°           Durante a conversão A/D há perda de sinal e possibilidade de interferências.

°           Relação custo x beneficio: um microcomputador para ser adequado à gravação de vídeo custa mais que um gravador de DVD.

°           Facilidade: o gravador tem um botão para gravar; no micro, o médico deve ter habilidade de informática para selecionar os segmentos e gravar o disco.

°           Segurança: mesmo microcomputadores apropriados para tal, com softwares dedicados podem travar a máquina, o que é irrecuperável se a gravação é ao vivo.

 

Em nossa experiência, a gravação do filme digital é mais fácil e segura quando feito em equipamento apropriado (vídeo câmara), em paralelo ao procedimento. A gravação via software, pode sofrer interrupção abrupta por limitação de memória e comprometer a documentação (fotos estáticas) no meio do procedimento que muitas vezes não poderá ser repetido.

O arquivo (filme) pode então ser gravado via computador num gravador de DVD ou ainda mais prático colocado num pen-drive.

 

O micro computador poderá ser colocado no mesmo trolley que o aparelho, se o monitor do conjunto suportar entrada VGA (do micro) e entrada RGB ou S-Video (da vídeo-processadora). Isto reduz a tralha na sala de exame, fazendo que o sistema esteja integrado e facilitando o deslocamento do conjunto. Além disto, elimina a necessidade de um monitor especifico para o microcomputador.

A câmara ou gravador de DVD/Blue Ray poderá ser conectado na saída de s-vídeo auxiliar do monitor ou da saída HDMI/DV da processadora, se disponível.

Cada caso é um caso…

Burocracia – se gostasse não seria médico

Formulários, carimbos e gravatinha – argh!
Estudei medicina pensando que me livraria da burocracia. Ledo engano!
No intenato começou: preencher ficha de atendimento, carimbar…
Depois piorou. Com o “advento” dos convênios, a carga burocrática se tornou insuportável. São, guias (formulários para ressarcimento), verificação de adimplência do paciente, justificativas e um monte de papelada. Uma enorme redundância de trabalho: Nome do paciente, sexo, idade, número da carteirinha, CID (código Internacional de Doenças) tudo repetitivo. E muito carimbo.
25 anos depois e aqui estamos, 2012. Muita tecnologia, muito gigabyte. Tudo informatizado!? Será?